Gestão sob pressão: como puxar forte e devolver mais ainda
- Maucir Nascimento

- Sep 11
- 5 min read

Ok… Assisti ao novo Superman. Meio atrasado, né? Quem tem filho pequeno sabe: só dá pra ver quando chega no streaming.
Meus pensamentos pós‑pipoca:
Superman apanha em 85 % do filme. Porrada atrás de porrada, dá até pena. Parece com quem? Com você, gestor.
Transformar pressão em energia positiva: esse sim é o super‑poder. Como faz quando o mundo real não tem trilha épica?
Grandes resultados dependem de um equilíbrio brutalmente honesto, puxar com alta cobrança e devolver com suporte igual ou maior.
Quando o líder só aperta e não devolve, o time esfria, cada um defende o próprio número e a cultura azeda. Quando só abraça e não cobra, o resultado patina, a régua cai e o cinismo ganha espaço.
Puxar + Devolver: essa é a fórmula do sucesso. Formação, suporte, justiça, intenção limpa. Sem isso, não existe performance que dure.
Em menos de 10 minutos, você vai ver:
Por que só puxar destrói o engajamento do time
Como o cinismo corrói a cultura e como combater
A metáfora do Superman para liderar quando é mais difícil
Um caso real de decisão ética que virou alavanca de resultado
Um roteiro simples para levar isso pro campo esta semana
O que é cinismo no trabalho e por que ele contamina a cultura
Preciso ir fundo pra fundamentar o que é Cinismo.
Do grego kynikós, “como um cão”) nasceu como escola filosófica liderada por Antístenes e Diógenes no século IV a.C., defendendo desapego a posses, questionamento de convenções e virtude pela simplicidade radical.
No vocabulário corporativo de hoje, virou sinônimo de descrença sistemática: a suposição de que metas, discursos e iniciativas escondem interesses egoístas. Em vendas B2B, é o famoso “isso aqui é só pra inglês ver”, que drena energia, mina confiança e trava colaboração.
Qual é o grande lance do Superman? Ele realmente acredita na humanidade. Faz esforço de corpo e alma. Vai além. Quer fazer parte.
Romântico? Sempre. Bobo? Nunca. A única forma que encontrei na vida de tirar o melhor do meu time foi… dando tudo por ele.
Superman, liderança, gestão e intenção limpa: a metáfora que funciona
No novo filme, o Superman jovem apanha o tempo inteiro, mas não perde o coração. Ele escolhe o que é certo mesmo quando dá mais trabalho.
Bom gestor é assim: aguenta a porrada do mês, não vira cínico, mantém a intenção limpa. Missão antes do ego, time antes do atalho. Nada de recorrer à kriptonita.
Metrópolis não é salva com discurso bonito, e operação comercial não gira só com fala motivacional , gira com exemplo repetido.
Superman é, há décadas, uma metáfora de Jesus: poderes infinitos usados com cuidado, a serviço do coletivo. Quem vive algo parecido hoje? Você, gestor , capaz de promover ou demitir, construir ou destruir em uma frase.
E lembre‑se: o poder corrompe. Como diz o provérbio atribuído a Lincoln, “dê poder a um homem e verá quem ele é.”
Superman é o gestor que não se corrompeu. Quantos de nós podem dizer o mesmo?
Como liderar com justiça mesmo sob pressão extrema
Cá entre nós, sem Blah Blah Blah, onde esse equilíbrio aparece na vida real?
Quando assumimos (ou não) a culpa por algo que era nossa responsabilidade.
Quando seguramos (ou não) a vontade de expor alguém em público, preferindo corrigir no privado.
Quando dividimos (ou não) o crédito de uma vitória com o time que fez acontecer.
Quando mostramos (ou não) o critério de bônus antes da meta, não depois.
Quando investimos (ou não) tempo de agenda pra treinar quem ficou pra trás em vez de só reclamar no grupo.
É nessa micro‑rotina que o cinismo nasce , ou morre.
Os dados por trás da gestão sob pressão
Esse bloco aqui é pra reconhecer que eu sei que o bicho pega pra você, meu amigo e amiga gestora. A pressão é real. Na Bahia a gente chama isso de "quando filho chora e mãe não vê".
Aqui vão alguns números pra você não se sentir sozinho:
Executivos trabalham em média 62 h semanais; jornadas acima de 55 h aumentam em 35 % o risco de AVC e em 17 % o de doença cardíaca isquêmica (OMS / ILO, 2021).
A porrada é real... e ela atinge primeiro quem leva o crachá de “gestor”. Sem devolutiva de suporte, o herói vira estatística de burnout.
Ambiente tóxico faz gente boa pedir demissão
Embora a pressão seja real, preciso te dizer que você precisa de seu time pra entregar resultado, ok?
Não se esqueça dessa estatística aqui: Ambiente tóxico pesa 10× mais que salário na decisão de pedir demissão (MIT Sloan Management Review, 2022).
Se você só aperta, a galera pede para sair. O que segura gente boa é respeito, justiça e crescimento.
Puxar é necessário. Devolver mantém a cultura saudável e o time consistente.
Como aplicar o equilíbrio: puxar forte e devolver mais ainda
Até agora, nessa edição, eu só te trouxe problemas, né? Aqui vão algumas coisas que você pode, e deve, implementar:
Cobrança alta + desenvolvimento real: curso, mentoria, prática guiada, revisão de call. Não é “se vira”, é “eu puxo e te ajudo”. Importante botar a mão no bolso, hein!!!!
Justiça visível: critérios estáveis para oportunidade, bônus e promoção. Jogo limpo cria lealdade e mata a política de corredor versão Lex Luthor.
Intenção explícita: diga por que está cobrando, o que espera e como vai apoiar. Alinha a bússola, reduz ansiedade.
Postura diária: não mentir, não passar por cima, fazer o certo quando fica mais difícil. Essa é a capa. Sem ela, a operação vira Gotham City.
Caso real: como a ética salvou o resultado na pandemia
Na Speedio, em plena pandemia, a decisão foi clara: não demitir e não cortar salário.
Foi tempestade com raio. Parecia mais fácil pegar o atalho do Lex Luthor: cortar cabeças e empurrar o problema.
A gente escolheu a rota do Superman: proteger pessoas, segurar o que é certo, manter a cidade de pé.
Doeu no curto prazo, mas manteve as pessoas certas por perto, reforçou lealdade e criou algo que planilha nenhuma captura: confiança coletiva.
Quando a poeira baixou, o time estava inteiro, mais maduro e com fome de executar. Resultado? Crescimento.
Ética não é palestra bonita; é decisão prática que pesa como kriptonita hoje e paga com juros amanhã.
Não é à toa que a Speedio, no meu tempo, virou simplesmente a maior plataforma, em número de clientes, de big data do Brasil.
Checklist: 6 ações práticas para liderar com intenção
1:1 de 20–30 min, câmera ligada , pergunte: o que testou, o que aprendeu, qual micro‑experimento até a próxima. Registre no CRM.
Feedback cirúrgico em 90 s , trecho curto da call, ajuste específico, refazer na hora. Soco de Superman: direto.
Experimento de 5 dias, critério simples , defina hipótese objetiva; se funcionar, padroniza; se não, descarta sem drama.
Registro no CRM , quatro campos: hipótese, pergunta‑chave, próximo passo, data. Visão de raio‑X do pipeline.
Sinal anti‑kriptonita , nomeie comportamentos que drenam energia: sarcasmo, fofoca, jeitinho. Tolerância zero.
Reconhecimento público , aplauda quem escolhe o caminho difícil e correto. Isso vira exemplo e se multiplica.

Conclusão Sem Blah Blah Blah
Puxe forte e devolva mais forte. Dê direção com dados, energia com exemplo e justiça no detalhe. Corte a kriptonita do cinismo, mantenha a intenção no lugar certo e celebre quem faz o correto , mesmo quando ninguém vê.
A régua é simples: cobro, ensino, reconheço. Repita toda semana. Quando vira hábito, vira cultura. E cultura sustenta resultado mês após mês.
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Você não precisa de capa, precisa de rotina. Dados orientam, olho no olho decide, ética segura o volante. O resto é consistência. Sem Blah Blah Blah.
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